Volume V, Edição 1 / Outubro 2002
Fibromialagia: Um diagnóstico moderno para uma síndrome antiga que pode prejudicar sua vida útil.
O QUE É ...
É uma condição dolorosa generalizada e crônica. É melhor definida como uma síndrome porque abrange uma série de manifestações clínicas como dor, fadiga, “mal estar” e distúrbio do sono.
As pesquisas internacionais demonstram que a freqüência da fibromialgia é de 1 a 5% na população em geral. No Brasil, alguns trabalhos indicam uma prevalência em torno de 10%.
A fibromialgia é uma condição clínica predominantemente feminina—a proporção é de 20 mulheres para um homem. Em média, a idade do seu início varia entre 30 e 40 anos, sendo a idade de seu diagnóstico, entre 34 e 60 anos.
Acredita-se que os pacientes percam a capacidade de regular a sensibilidade dolorosa. O controle da dor é feito pela Serotonina (neurotransmissor), substância produzida pelo cérebro. Sabe-se que os portadores de fibromialgia têm menos Serotonina. Assim, muitos dos impulsos que chegam e saem do cérebro são identificados erroneamente como dor.
A diminuição da Serotonina pode ser provocada por infecções virais, traumas físicos e emocionais graves. Essas causas se misturam e não dá para precisar qual a que provoca a síndrome.
Não se pode dizer que fibromialgia tenha cura, pois não se sabe a causa. É possível controlá-la.
SINAIS CLÍNICOS
A dor muscular é uma manifestação muito freqüente, podendo ser generalizada ou em uma região específica, como pescoço e os ombros e então difundir-se para outras áreas do corpo. O paciente descreve sua dor como sendo um leve incômodo até uma sensação insuportável. Formigamento, ardência, pontadas, rigidez, câimbras são relatadas pelo paciente e variam de acordo com o período do dia, esforço físico, clima, estado de humor e qualidade do sono.
Apesar da fibromialgia poder apresentar-se de forma extremamente dolorosa e incapacitante, ela não ocasiona comprometimento das articulações e não causa deformidades.
Os doentes queixam-se ainda de inchaço, dores de cabeça, alterações no funcionamento do intestino—ora preso, ora apresenta diarréia.
DIAGNÓSTICO
Em 1990 foram propostos critérios que são adotados internacionalmente para o diagnóstico da fibromialgia, já que no exame físico do paciente, não são encontrados achados característicos. Estes critérios na presença de dor generalizada e de pontos padronizados que são pesquisados pelo médico para que o diagnóstico correto seja estabelecido.
Apesar de ser bem conhecida do reumatologista, a fibromialgia tem despertado o crescente interesse da classe médica em suas diferentes especialidades.
Algumas das manifestações da fibromialgia também podem estar presentes em outras doenças (Síndrome da Fadiga Crônica, Síndrome do Colon Irritável, Cefaléia, Síndrome das Pernas Inquietas, Fenômeno de Raynaud), por isso, recomenda-se, que o paciente que tiver dores musculares por um período superior a três meses consecutivos, procure um médico.
O CONTROLE ...
A fibromialgia não deve ser encarada como uma doença, mas sim como uma condição clínica que requer controle. Na pessoa predisposta, suas manifestações ocorrem ao longo da vida, na dependência de uma gama de fatores físicos e emocionais. Essas manifestações devem ser tratadas de acordo com a sua gravidade.
- Exercícios (liberam endorfinas de poder analgésico e somatotastina que promove o trofismo muscular) para alongamento e fortalecimento muscular e condicionamento cardirespiratório;
- Relaxamento físico (técnicas para prevenir espasmos musculares) e emocional (para interromper o ciclo vicioso dor, estresse, depressão e distúrbio do sono);
- Hábitos saudáveis e regulares em termos de alimentação, lazer e sono;
- Medicamentos quando necessários.
Empresa participante do Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade TA 5374
Maria Christina Smith Dias Farmacêutica-bioquímica Responsável pela Pharmacus Farmácia de Manipulação®
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